Uma situação inusitada aconteceu na manhã desta quinta-feira (01) na cidade, quando o bispo diocesano dom Pedro Luiz Stringhini se preparava para celebrar uma missa na Catedral de Santana com a participação dos padres quando e acabou surpreendido com a presença de um grupo de fiscais da Prefeitura, que foi até lá após ter recebido denúncias de aglomeração na igreja.

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Os comentários que surgiram a respeito em grupos de whatsapp foram de que a orientação teria sido dada pelo próprio prefeito Caio Cunha (PODE), que é de outra religião, o que teria deixado o líder da igreja católica muito irritado com a presença dos agentes no local. Mas, essas informações não foram confirmadas por nenhuma das partes, que apresentaram versões diferentes para o fato.

Segundo esclarecimentos da assessoria de imprensa da Cúria, o que aconteceu foi que o bispo estava se preparando para a celebração tradicional Missa do Crisma, onde os padres renovam as promessas sacerdotais, em um evento restrito aos religiosos, quando os agentes chegaram no local e disseram que havia recebido uma denúncia por aglomeração.

A igreja informa que a missa não foi interrompida porque os fiscais passaram por lá antes mesmo de começar, às 8h55, e que assunto foi resolvido por funcionários da Catedral que estavam acompanhando o evento e que tiveram uma conversa com os agentes de fiscalização para explicar que não haveria aglomerações e que todos os padres respeitam o distanciamento social durante as celebrações, atividades permitida nesse período de restrições por causa da pandemia. Alega ainda que tudo foi esclarecido na hora e que a Curia não tem nenhum problema com a Prefeitura.

A Secretaria Municipal de Segurança, por sua vez, informa que recebeu uma denúncia sobre um evento na Catedral de Santana pelo telefone 153, da Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp), da Prefeitura de Mogi das Cruzes. A partir disso, uma equipe de fiscalização foi encaminhada ao local e verificou que existia uma celebração voltada aos padres, sem a presença de público externo. Informa ainda que os responsáveis foram apenas orientados, sem receber notificação e nem multas.

A coordenadoria de comunicação da Prefeitura esclarece ainda que Caio Cunha não interferiu nesse processo, e que ele nem havia sido informado, até porque esse tipo de assunto não precisa passar pelo prefeito.

 

OBS: A matéria foi atualizada e corrigida, porque diferente do que foi publicado inicialmente a missa não foi interrompida, segundo a igreja.