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DESPEDIDA

O artista Belini Romano morre aos 60 anos de Covid-19

Autor de obras como O Bandeirante, instalado na Mogi-Dutra, ele permaneceu 15 dias internado no Hospital Municipal, mas não resistiu

Elaine José e Fábio PalodettePublicado em 28/04/2021 às 19:39Atualizado há 16 dias
Foto: reprodução / Facebook / Mayne Rabello

O artista plástico mogiano Belini Romano morreu na tarde de hoje, aos 60 anos, vítima de Covid-19. Ele estava internado há 15 dias no Hospital Municipal de Braz Cubas. Autor da obra O Bandeirante, popularmente chamada de O Homem de Lata, instalado no inicio da rodovia Mogi-Dutra, na Ponte Grande, Bellini tinha planos de aumentar as peças públicas em Mogi das Cruzes. Ele deixa a mulher, Alice, os filhos, Rodrigo, Tayná e Leonadro, os enteados, Fabiana, Carla, Luciana e Luis, e três netos.

Cinco dias após sentir os primeiros sintomas, ele foi internado no Hospital de Braz Cubas, onde lutou pela vida durante 15 dias, segundo contou Fabiana, uma de suas enteadas. O sepultamento deve ocorrer na manhã desta quinta-feira (29), e não contará com velório, por causa da Covid-19.

Belini era um defensor da arte e da preservação de monumentos. 

Trajetória

Belini foi funcionário da Aços Ananguera. E foi por conta do trabalho na empresa que ele conseguiu fazer algumas de suas obras, sendo O Bandeirante, a mais expressiva. Recentemente, aliás, ela foi alvo de pichação, o que recolocou ele no noticiário. Ele defendia a limpeza da peça, e a manutenção da homenagem aos bandeirantes, diante das manifestações.

Em julho, junto a O Diário, ele apresentou sugestões para a Prefeitura para a limpeza da peça que, quase após um ano de vandalismo, ainda é marcada pela tinta vermelha. A Administração tentou limpar a superfície de aço inoxidável. Foram feitas algumas investidas, mas nada que retirasse a coloração.

Belini também elaborou o projeto de criação de parque na Vila Jundiaí, que foi apresentado no ano passado por O Diário. A ideia, infelizmente, não saiu do papel. O artista sempre destacou sua paixão por Mogi e foi recordado por amigos e familiares nesta tarde. 

"Hoje se foi um grande marco em Mogi das Cruzes. Um grande homem que através das esculturas feitas pelo mesmo, sera sempre lembrado. Um homem,que nos deu a escultura do homem de ferro no qual nos faz lembrar da paz em chegar em Mogi, nossa casa! Descanse em paz,guardaremos eternamente as lembranças dos momentos que ja aproveitamos", comentou Vania Botelho nas redes sociais.

A pandemia segue levando nomes queridos de Mogi das Cruzes e região. Apenas nas últimas 24 horas o Alto Tietê notificou mais 51 vidas perdidas para a doença.

O Bandeirante

A chegada até Mogi das Cruzes não seria a mesma sem o 'Homem de aAço', hoje gravado na memória dos mogianos. A peça, de autoria de Belini retrata o bandeirante Gaspar Vaz, que fundou Mogi das Cruzes em 1º de setembro de 1560. Criada pelo artista plástico Belini Romano, a escultura em aço inoxidável, que tem 13 metros altura, 5 de largura e pesa 3 toneladas, foi doada pela empresa Aços Villares em comemoração à duplicação da Rodovia Mogi-Dutra e aos 40 anos da empresa.

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