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'Estamos virando a esquina', diz coordenador de Biden sobre pandemia nos EUA

Eles sinalizaram que o governo federal vai relaxar ainda mais as recomendações de uso de máscara à medida que mais pessoas sejam vacinadas.

Agência EstadoPublicado em 09/05/2021 às 15:12Atualizado há 1 mês
Foto: divulgação

Membros do governo de Joe Biden disseram neste domingo, 9, que os Estados Unidos estão entrando em uma nova fase da pandemia, em que americanos vacinados podem começar a retornar às atividades normais. Eles sinalizaram que o governo federal vai relaxar ainda mais as recomendações de uso de máscara à medida que mais pessoas sejam vacinadas.

"Eu diria que estamos virando a esquina", disse Jeff Zients, coordenador das ações de resposta à covid-19 do presidente Biden, ao programa "State of the Union" da CNN. O governo disse na semana passada que está focado em ajudar a tomar a vacina os americanos que têm hesitado mais. A meta é de fazer com que 70% da população adulta receba pelo menos uma dose até 4 de julho.

Anthony Fauci, o principal especialista em doenças infecciosas do governo, disse que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças atualizarão as diretrizes para o distanciamento social e o uso de máscaras "quase em tempo real" conforme a porcentagem de vacinados aumentar. Cerca de 58% da população adulta dos EUA recebeu pelo menos uma dose de vacina, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

"Precisamos começar a ser mais liberais à medida que vacinamos mais pessoas", disse ele ao programa "The Week" da ABC, no domingo.

No final do mês passado, o CDC relaxou as orientações sobre o coronavírus, dizendo que as pessoas que estão totalmente vacinadas contra a covid-19 não precisam usar máscaras ao caminhar, andar de bicicleta, correr sozinhas ou ao se reunirem em pequenos grupos em espaços abertos. O CDC também disse que as pessoas totalmente vacinadas podem se reunir em ambientes fechados com outras que também estejam totalmente vacinadas, sem tomar precauções extras.

Alguns especialistas em saúde pública e membros do Partido Republicano pediram ao governo Biden que diminuísse ainda mais as restrições para incentivar mais pessoas a se vacinarem. "Acho que devemos começar a suspender essas restrições tão agressivamente quanto as colocamos", disse Scott Gottlieb, chefe da Food and Drug Administration (FDA, maior autoridade sanitária do país) do governo Trump, à CNBC na semana passada.

Apesar das diretrizes do CDC, o presidente Biden continuou a usar máscara durante muitos eventos públicos, embora as pessoas ao seu redor sejam vacinadas. "Por que estou usando uma máscara? Porque, quando estamos lá dentro, ainda é uma boa política usar uma máscara", disse Biden a repórteres na semana passada.

Questionado sobre o uso da máscara pelo presidente, Zients disse: "O presidente vai continuar a seguir as orientações do CDC."

Ele disse que os EUA estão se preparando para a possibilidade de que doses de reforço sejam necessárias para manter a imunidade ao vírus. "Se reforços forem necessários, certamente estaremos prontos, como temos estado para todas as contingências, e teremos suprimentos suficientes", disse Zients.

Fauci disse que é possível que o público decida usar máscaras sazonalmente nos próximos anos para se proteger de doenças durante o inverno.

"Acho que as pessoas se acostumaram a usar máscaras. Claramente, se você olhar os dados, diminui as doenças respiratórias", afirmou Fauci no domingo ao programa "Meet the Press" da NBC. Ele disse: "É concebível que, à medida que prosseguirmos, daqui a um ou dois anos ou mais, que durante certos períodos sazonais em que você tenha vírus de transmissão respiratória, como a gripe, as pessoas possam realmente escolher usar máscaras."

E ele disse que é provável que o número de mortes causadas pelo vírus nos EUA seja maior do que a contagem oficial. Mais de 581 500 pessoas morreram nos EUA em decorrência da covid, de acordo com dados compilados pela Universidade Johns Hopkins.

Questionado sobre um estudo recente que projetou que o número de mortos nos EUA pode na verdade estar em cerca de 900.000, Fauci disse: "Acho que não há dúvida de que estamos e temos subestimado (o número de mortos)". Sobre o número estimado, ele acrescentou: "Isso é um pouco mais do que eu teria pensado que a subestimação fosse."

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